sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Amor

Ah! O amor! Nele, tanto se fala...

O amor de fantasia que é feliz para sempre.

O amor de sonho que alimenta a esperança.

O amor de conquista que tempera a virtude com malícia.

O amor de carinho que acolhe, afaga e aconchega.

O amor de desejo que arde no corpo e chamusca a alma.

O amor de regozijo que insufla o gozo e a alegria.

Meus amores... Ah! Meus amores!

Quantos deles já se foram...

Alguns pelo abandono, outros pelo desgaste.

Alguns pelo falseio ou porque não enxergaram a verdade.

Alguns morreram ou simplesmente mudaram de endereço.

Alguns me traíram e fugiram abraçados com a ilusão.

Alguns entristeceram até definhar de tanto chorar.

Tanto amor eu conheci e algum tanto eu fui amado.

Houve um tempo de solidão e o amor não teve par.

Mas eu amei sozinho, porque o amor foi saudade.

Também amei sozinho, porque o amor foi autoestima.

Mas a necessidade de mais alguém

em sua essência é Fênix e sempre ressuscita.

Hoje, o amor é confortável,

porque de tanto debater-se em meu peito

acabamos nos amoldando, eu ele, um ao outro.

A despeito das armadilhas desta vida,

por ora, o amor é paz de espírito.

Que assim dure!

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